Filipa Moreno
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Horóscopo
Estava eu muito bem e verificar os meus e-mails quando vejo que tenho uma daquelas apresentações em power point, intitulada "Horóscopo". Resolvo abri-la, quando constato o seguinte:

Nada agradável, de facto. Porém, no final da apresentação surge isto:

Enfiam uma piada política em todo o lado...
sábado, 18 de outubro de 2008
Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza
Até amanhã podemos todos passar na Ben & Jerry's do Chiado e contribuir com uma acção muito simples para a erradicação da pobreza extrema em todo mundo. Basta ler o manifesto "Levanta-te contra a pobreza" e já está. Não custa nada e sabe quase tão bem quanto os gelados de lá.
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Coisas da Vida
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Separação do Príncipe e da Escrava
não tem de ser triste. às vezes, o tempo parte. nós ficamos.
vemo-lo ao longe, afastar-se devagar, e não tem de ser triste.
hoje, eu caminho na direcção do passado. tu caminhas para
o futuro. a noite. depois desta noite, para mim, será ontem.
depois desta noite, tu estarás em amanhã. sabemos que haverá
muitas noites. haverá dias, meses e anos que atravessaremos.
atravessei muitos anos, direi. atravessarei muitos anos, dirás.
sabemos que o passado e o futuro são caminhos que se cruzam.
não tem de ser triste. talvez eu te encontre num dia em que eras
muito nova, uma criança. talvez eu sorria. talvez tu sorrias.
não tem de ser triste. vamos separar-nos agora. este instante,
agora, será o teu passado. este instante, agora, será o meu futuro.
in A Casa, a Escuridão, José Luís PeixotoFilipa Moreno
Imaginação dos Cinco Sentidos
Um dia...
Um dia acordo bem disposta, com vontade de sair logo. Pego no telemóvel e convido-te para um pequeno-almoço à beira-mar. Entre o nascer-do-sol e o café, converso contigo eternamente, no demorar das horas que se arrastam pelo céu. Primeiro escuro, depois azul-claro e claro que é bonito vê-lo daqui contigo.
Saio sem outro destino que não seja todo o lado e procuro aí a história que todos querem ler. Brinco com as palavras, as que ainda sei manejar, atiro-as para a folha de papel. Se pelo menos ela as gravasse para todo o sempre...
Paro para pensar, sem interromper esse caminho traçado algures anteriormente, por quem?, porquê? Faço das ideias conclusões, uma manta de farrapos tecida ao vento inconstante. Sei, nesse momento, que erro, que acerto, que erro mais do que devo.
"Um dia volto a falar-lhe. Um dia faço com que volte a falar comigo", penso. Mas prossigo, silenciosamente, no que me torna numa verdade e certeza, uma igualdade ao que sou.
Nesse dia, ao voltar para ti, vejo que tens as mãos calejadas e endurecidas, pelo esforço de me amparar, ainda que nunca to tenha pedido.
Um dia conheço-te, verdadeiramente, e fará sentido.
(E como não cabe tudo isto num pacote de açúcar, "Um dia digo que te amo")
Filipa Moreno
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